Amadurecimento emocional

março 21st, 2012 | 0 comments

Da infância para a adolescência, em algum momento surge a preocupação com a reputação. Surge como um medo de ser ridicularizado ou diminuído, de rirem de você. E quanto mais gente está ao redor, maior é esse medo: o de “pagar um mico”.

Lidar com isso exige um amadurecimento emocional que, mesmo adultos depois dos 30, não conseguem facilmente.

Então, o mundo te controla.

Ou pior: você se controla, mas baseado do que você acha que as pessoas acham (ou achariam)…

Você fica incapaz de reconhecer o próprio valor, com seus próprios olhos: somente consegue vê-lo olhando num espelho (as outras pessoas ao redor são este espelho), que reflete de volta para você o que você é.

Mas o mundo só te mostra o que você parece ser, não o que você é.

Quem está ao nosso redor entende pouquíssimo sobre nós: como poderiam ser um espelho ideal, para nos mostrar o que somos e quanto valemos?

Somente a própria pessoa pode chegar a ter um conhecimento suficiente sobre si mesma.

E ela deve acreditar nisso! Deve conhecer suas forças, suas fraquezas, seus talentos, descobrir qual melhor rumo para sua vida e segui-lo.

E ter maturidade emocional para não desviar do seu caminho, quando as outras pessoas rirem, criticarem, tentarem atingir de alguma forma.

Pois a culpa não é delas: é sua, que mudou seu caminho com base no que achou que as outras pessoas acharam de você.

“Se cinco bilhões de pessoas acreditam em algo estúpido, esse algo continua sendo estúpido”, escreveu Anatole France.

Somente a maturidade emocional nos traz um pensamento assim.

Tá aí meu nirvana: chegar a esse ponto e viver com leveza, como as crianças vivem.

Falta ainda evoluir mais um pouquinho.

Falta de apoio

março 21st, 2012 | 0 comments

É uma droga quando não te dão apoio, em algo que você vai fazer. Você sabe que, se errar, vai estar sozinho. Tem que buscar forças interiores e acreditar em si mesmo, e ir à luta com a cara à tapa.

Há duas coisas.

A primeira é o exagero da falta de apoio para tudo. Sabe que vai andar pisando em ovos, que precisará olhar sobre os ombros, ao redor, fazer pouco barulho.

A segunda é o exagero de quem tem todo o apoio, sabe que mesmo que erre estará seguro, e acaba chegando ao estágio do Ego inflado.

As duas coisas são ruins, e as duas situações precisam de maturidade emocional, para não levar a pessoa à ruína.

Seria bom o intermediário: ter apoio e não deixar o ego inflar.

Mas, normalmente, a coisa funciona sem apoio mesmo, o que me lembra o trecho de Nutshell, do Alice in chains:

And yet I fight, and yet I fight
This battle all alone
No one to cry to, no place to call home

Vida longa…

janeiro 21st, 2012 | 0 comments

Há doze anos atrás, tive uma amiga que, além de um desenho, que pus numa moldura, me deixou a seguinte frase:

“Vida longa aos meus inimigos, para que assistam de pé a minha vitória”

Seu nome é Vera Lúcia. Convivemos por cinco meses e depois perdemos o contato. Era uma época em que eu tinha alguns sonhos e pensava ter muitos inimigos. Hoje, já não me sinto uma pessoa de muitos inimigos, mas se eles existirem, que tenham vida bem longa, pois tem coisas interessantes amadurecendo e vindo por aí.