Reforma no Congresso Nacional

abril 25th, 2012 | 0 comments

Sou a favor de cortar custos, eliminando uma parte desnecessária do Congresso Nacional. Teríamos, com isso, a economia de alguns bilhões de reais.

Li um artigo do Stephen Kanitz, chamado “Precisamos do senado?“. Me abriu a mente. O ponto que achei principal é este:

“Os 3 Senadores hoje defendem hoje os interesses políticos de seu partido, e não os de seu Estado.”

Assim como Kanitz, entendo que deveria haver apenas um senador de cada estado, e este seria o vice-governador eleito. Assim, cada um dos 27 senadores seriam forçados a ir brigar pelos interesses das administrações dos seus estados, o que cumpriria exatamente a função do Senado Federal.

Já o número de deputados, este deve ser cortado em 50%. Proponho um número próximo a 300, preservando as proporções de cada estado, segundo o tamanho da sua população.

Por que 300 deputados não são suficientes? Ou 250?

Por fim, minha proposta para implementar estes cortes seria eliminar, gradualmente, o número de vagas, eleição após eleição.

Após as primeiras eleições, teríamos 51 senadores e 408 deputados.

Após as eleições seguintes, atingiríamos os números proposto: 27 senadores e 300 deputados.

São paulo passaria de 77 para 45 deputados.

Rio de Janeiro, de 44 para 26.

Roraima, de 8 para 4.

Não seria incrível?

Ensinar por exemplos

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Estou estudando Sistemas de Informações Gerenciais (SIG) e Sistemas de Apoio à Decisão (SAD). Estou apanhando um bocado.

Se me perguntarem o que cada uma delas significa, eu sei responder, pois decorei os conceitos.

Mas se me perguntarem para o que servem, ou qual exatamente os serviços que elas fazem, vou dizer que (hoje, dois de abril) não faço a menor ideia.

Tudo por causa da mania de ensinar conceitos, sem dar exemplos. Defendo que o motor do ensino seja o exemplo, não o conceito.

Um exemplo, muitas vezes, valem mais que dez conceitos. E já vi professores apresentando dez conceitos diferentes, e nenhum exemplo (isso, tipicamente, na universidade).

Isso me lembra a história da Triboluminescência.

Aprenda lendo o conceito:

“É a emissão de luz em resultado do aquecimento dos minerais em baixa temperatura, entre 50º e 475°C, sendo inferior à temperatura de incandescência [...]  A termoluminescência é observada normalmente apenas durante o primeiro aquecimento, e não no reaquecimento, sendo que não é uma forma de transformação do calor em luz. A energia da luminescência já está presente no mineral, e é liberada através da excitação por leve aquecimento.”

Agora, experimente aprender na prática (Recomendo a leitura desta página):

“Pegue um torrão de açúcar e coloque-o no congelador. Acorde às 3 da manhã, vá até a cozinha e abra o congelador. Amasse o torrão de açúcar com um alicate e você verá um clarão azul. Isso se chama triboluminescência.”

Experimente seguir meu conselho: começar pelo exemplo e depois estudar o conceito.

Tire suas próprias conclusões.

Simplifique sua linguagem

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Acabo de ler sobre a “Ética comunicacional“.

E já tinha lido sobre “Psicologia comportamental” – Behaviorismo.

Por favor, mundo cruel, seja direto: não dê voltas! Por que a linguagem precisa complicar algo que pode ser simples?

É “Ética na comunicação“.

É “Psicologia do comportamento“.

Assim fica mais compreensível.

Cotidiano escolar

março 28th, 2012 | 0 comments

Aula do 6º ano, num primeiro bimestre sem bola:

“Caramba, tô fazendo um monte de coisa que eu nunca fiz na minha vida.”

Não sei o que dizer mas achei muito interessante o comentário dessa aluna.

HTML e acessibilidade

março 28th, 2012 | 0 comments

Ontem, estava experimentando animações e outros apetrechos da CSS3.

Três computadores ligados, carregando minha página-teste:

  1. Desktop Windows 7-64: 23 polegadas, com Chrome, Firefox 11 e Internet Explorer 9
  2. Tablet Coby Kyros MID 8024: 8 polegadas, com Dolphin HD
  3. Telefone móvel Sony Xperia Live com Walkman: 3,4 polegadas, com Opera Mini

Apanhei bastante mas descobri dois atalhos para fazer a página ter boa aparência, em todos os dispositivos. O problema principal estava na largura da página e das telas. Deixo aqui algumas dicas:

  • Prefira a propriedade max-width: ela permite que as telas maiores exibam a página na largura máxima, enquanto as telas menores podem redimensionar a página para sua largura padrão, deixando o conteúdo todo visível.
  • Utilize a meta tag com name=”viewport: recomendo começar experimentando o content=”width=device-width”, que libera a página para se moldar à largura da tela do dispositivo.

Vá em frente e experimente!

OBS: Nem perdi meu tempo testando animações no IE. No Opera, também não funcionou. Mas o IE tem uma frescura interessante: ele simplesmente ignora a propriedade min-width. O que ele é quer é uma nova folha de estilos, só para ele.

Letras de música devem ser poesias

março 27th, 2012 | 0 comments

“É a verdade o que assombra,

O descaso o que condena

A estupidez o que destrói”

(Legião Urbana, Metal contra as nuvens)

Tenho que inaugurar o primeiro artigo sobre música assim, em alto nível. Defendo que letras de música devem ser poesias e tento seguir este caminho, com minhas músicas.

O cálculo é simples: música não inclui comunicação verbal. O que é a música senão a arte dos sons? A arte das palavras é a poesia. Se a música incluir letra, e quiser continuar pura arte, a letra precisa ser poética.

O RAP é uma sigla que significa “ritmo e poesia” (Rythim And Poetry).

E grandes cantores são, comumente, chamados de poetas. Por exemplo:

“Os botões da blusa que você usava

E meio confusa desabotoava

Iam, pouco a pouco, me deixando ver

No meio de tudo, um pouco de você”

(Roberto Carlos, Os seus botões)

Eu também não poderia escrever este post sem mencionar Roberto Carlos. Ele seria eliminado em qualquer primeira fase do Ídolos, mas nenhum campeão do Ídolos será um poeta com a inspiração dele. Este tipo de programa não prepara poetas.

E anda nos faltando poetas. Nas letras atuais costumam faltar a beleza, o choque emocional que nos arrepie, nos toque de algum modo profundo. Faltam a graça e o espírito.

Precisamos separar o que é poesia do que são apenas palavras sem arte.

“Nossa, assim você me mata!

Ai, se eu te pego…

Delícia… Assim você me mata”

Minha gente, o que é isso?

O que significa “Delícia”, nessa letra? O que há de belo aí? Não tem uma rima, não provoca uma reflexão…

Outro dia, eu estava tentando entender o que é um “Meteoro da paixão”. Não consegui compreender nada de interessante desse termo. Até pensei que pudesse haver algum significado escondido…

Para mim, uma música assim, em parte é arte, em parte é comunicação falada normal.

A não ser que desconsideremos os significados, como se a letra fosse em chinês ou grego, e apreciemos apenas a melodia do cantor, junto com os sons dos outros instrumentos.

Mas aí voltará a ser apenas música (sons), sem poesia (linguagem).

Mas pelo menos será 100% arte, novamente.

Amadurecimento emocional

março 21st, 2012 | 0 comments

Da infância para a adolescência, em algum momento surge a preocupação com a reputação. Surge como um medo de ser ridicularizado ou diminuído, de rirem de você. E quanto mais gente está ao redor, maior é esse medo: o de “pagar um mico”.

Lidar com isso exige um amadurecimento emocional que, mesmo adultos depois dos 30, não conseguem facilmente.

Então, o mundo te controla.

Ou pior: você se controla, mas baseado do que você acha que as pessoas acham (ou achariam)…

Você fica incapaz de reconhecer o próprio valor, com seus próprios olhos: somente consegue vê-lo olhando num espelho (as outras pessoas ao redor são este espelho), que reflete de volta para você o que você é.

Mas o mundo só te mostra o que você parece ser, não o que você é.

Quem está ao nosso redor entende pouquíssimo sobre nós: como poderiam ser um espelho ideal, para nos mostrar o que somos e quanto valemos?

Somente a própria pessoa pode chegar a ter um conhecimento suficiente sobre si mesma.

E ela deve acreditar nisso! Deve conhecer suas forças, suas fraquezas, seus talentos, descobrir qual melhor rumo para sua vida e segui-lo.

E ter maturidade emocional para não desviar do seu caminho, quando as outras pessoas rirem, criticarem, tentarem atingir de alguma forma.

Pois a culpa não é delas: é sua, que mudou seu caminho com base no que achou que as outras pessoas acharam de você.

“Se cinco bilhões de pessoas acreditam em algo estúpido, esse algo continua sendo estúpido”, escreveu Anatole France.

Somente a maturidade emocional nos traz um pensamento assim.

Tá aí meu nirvana: chegar a esse ponto e viver com leveza, como as crianças vivem.

Falta ainda evoluir mais um pouquinho.

Falta de apoio

março 21st, 2012 | 0 comments

É uma droga quando não te dão apoio, em algo que você vai fazer. Você sabe que, se errar, vai estar sozinho. Tem que buscar forças interiores e acreditar em si mesmo, e ir à luta com a cara à tapa.

Há duas coisas.

A primeira é o exagero da falta de apoio para tudo. Sabe que vai andar pisando em ovos, que precisará olhar sobre os ombros, ao redor, fazer pouco barulho.

A segunda é o exagero de quem tem todo o apoio, sabe que mesmo que erre estará seguro, e acaba chegando ao estágio do Ego inflado.

As duas coisas são ruins, e as duas situações precisam de maturidade emocional, para não levar a pessoa à ruína.

Seria bom o intermediário: ter apoio e não deixar o ego inflar.

Mas, normalmente, a coisa funciona sem apoio mesmo, o que me lembra o trecho de Nutshell, do Alice in chains:

And yet I fight, and yet I fight
This battle all alone
No one to cry to, no place to call home

A melhor aula de 2012 (até aqui)

março 21st, 2012 | 0 comments

Aula do 6º ano. Apenas metade dos alunos com roupas trocadas para a aula na quadra.

Vamos lá, pessoal, hoje faremos atividades de apoio. Alguém consegue alcançar aquele ferro, ali em cima?

A turma olhou e viu que não dava. Ensinei a eles que há como um servir de apoio ao outro, para que ele consiga subir. Chamo de cadeirinha: entrelaçar os dedos para impulsionar o pé do outro para cima.

Quem passava perto da quadra via um professor e 12 alunos atrás do gol, tentando subir numa estrutura metálica. Parecia brincadeira de rua (e era). Algum superior viesse me repreender, mas estava certo do que fazia.

O grupo experimentou a subida.

Próxima atividade: outra cadeirinha? Pois eu também conheço essa por esse nome.

Turma, agora estamos numa praia. Uma pessoa entrou no mar, pisou numa pedra, agora o pé está sangrando e temos que levá-la para o outro lado da areia, para socorro médico. Como faremos?

Deixei-os pensar por uns segundos. Com o vácuo de ideias, mostrei o movimento dos braços, sem precisar dizer qualquer palavra. Duas pessoas dão os braços para a terceira sentar e ser transportada. Mais uma vez, foi um sucesso de participação. Desta vez, nem queriam mudar mais parar.

Próxima atividade: carrinho de mão. Esta muitos conhecem e pouca explicação foi dada.

A esta altura, os alunos já estavam cansados. Expliquei que aquelas eram atividades de força, que ia mesmo cansar. Mas partimos para a próxima: Pirâmide humana.

Alunos de 6º ano fazendo pirâmide humana? Este professor só pode estar louco! Quer mandar os alunos para um hospital…

O termo assusta, mas esta é uma atividade que pode ser bem simples. Por exemplo, nossa tarefa foi uma pirâmide de dois andares, onde, em cada dupla, um ficava no chão e o outro subia em suas costas (costas, não pescoço), então dariam as mãos aos outros e fechariam um círculo de dois andares.

Houve mais diversão do que dificuldade.

Quinta atividade: Escrever palavras com o corpo (em pé). Após mais uma pausa para a água, ainda não era uma hora de aula e dividimos o grupo dos meninos, para formar a palavra PARA, dos das meninas, para a palavra RAIO. E aí a dúvida: O acordo ortográfico alterou esta palavra?

Bem, seguimos a palavra antiga (e parece que está mesmo correta). Em dez minutos, estava lá a palavra formada. Meus jurados (quatro alunos que não trocaram a roupa) decidiram que a palavra estava bem “escrita”.

Sobrou tempo! Escolhi uma das atividades do próximo tema, a cooperação, e fomos correr um pouco: pique pega corrente. Regra principal: a corrente partida não poderá pegar nenhum dos fugitivos. Assim, ou eles coordenam seus movimentos, ou a corrente irá se partir a todo momento.

Assim, de três em três minutos fazíamos uma reunião de corrente (só a corrente participava dela). Lá eu os ajudava a pensar em estratégias para pegar mais rapidamente os demais. Para minha surpresa, não só foi um sucesso como não queriam mais parar de discutir estratégias.

A corrente foi melhorando, então comecei a fazer também a reunião dos fugitivos, para eles também pensarem um pouco em como fugir melhor da corrente. Ainda dei uma dica de ouro: se esconder atrás da corrente.

Enfim, chegou a hora de terminar a aula. E foi a MELHOR aula, assim, em maiúsculas. Surpresa foi a palavra que melhor encontrei para empregar aqui. Quem vê aqueles alunos apáticos, que apenas jogam futebol de calça jeans, evitam trazer roupa para nem fazer a aula, ou aqueles alunos de sexto ano bagunceiros, indisciplinados ou desordenados, desta vez… Será que foi apenas um dia solitário de perfeição?

Desta vez… Foi a aula perfeita.

Caracteres de quebra de linha

março 21st, 2012 | 0 comments

Uma das principais motivações que tenho para escrever neste blog é que, quanto mais escrevo, mais aprendo.

Aliás, em muitas das nossas experiências não há perda de tempo, mas aprendizado e aprofundamento.

Quando precisamos escrever algo, somos forçados organizar toda a bagunça de conceitos e experiências da nossa memória.

Não é à toa que, quando assisto aulas, ouço o professor e vou escrevendo no caderno o que entendo. Me ajuda a organizar melhor as coisas na minha cabeça.

Abaixo, escrevo mais algo não posso esquecer:

Há diferenças nos caracteres de quebra de linha, entre os sistemas operacionais. São estas:

  • Windows: \r\n
  • Linux: \n
  • BSD: \r

Estes caracteres são os seguintes:

  • \n : é o caractere número 10 da tabela ASCII (não é “ASC dois”, é “ASC i i”). É o chamado line feed, ou “Vá para a linha de baixo”;
  • \r : é o caractere número 13 da tabela ASCII. É o chamado carriage return, ou “Volte para o início da linha”.

Sem entrar na discussão de qual é a maneira mais coerente dessas três, registro que, para o Java, a quebra de linha se dá com o caractere \n (estilo Linux).

E, mais importante ainda: O DefaultEditorKit, base de funcionamento do JTextArea e afins, superclasse do StyledEditorKit (estou trabalhando com ele, nesse momento), trabalha com o \n na memória, mas quando vai salvar ou carregar um novo arquivo texto (string), ele age conforme o sistema operacional, embora nos permita definir um caractere diferente.

É uma informação importante. O texto completo está aqui (em inglês):

Registro feito.