Simplifique sua linguagem

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Acabo de ler sobre a “√Čtica comunicacional“.

E j√° tinha lido sobre “Psicologia comportamental” – Behaviorismo.

Por favor, mundo cruel, seja direto: não dê voltas! Por que a linguagem precisa complicar algo que pode ser simples?

√Č “√Čtica na comunica√ß√£o“.

√Č “Psicologia do comportamento“.

Assim fica mais compreensível.

Amadurecimento emocional

março 21st, 2012 | 0 comments

Da inf√Ęncia para a adolesc√™ncia, em algum momento surge a preocupa√ß√£o com a reputa√ß√£o. Surge como um medo de ser ridicularizado ou diminu√≠do, de rirem de voc√™. E quanto mais gente est√° ao redor, maior √© esse medo: o de “pagar um mico”.

Lidar com isso exige um amadurecimento emocional que, mesmo adultos depois dos 30, n√£o conseguem facilmente.

Ent√£o, o mundo te controla.

Ou pior: voc√™ se controla, mas baseado do que voc√™ acha que as pessoas acham (ou achariam)…

Você fica incapaz de reconhecer o próprio valor, com seus próprios olhos: somente consegue vê-lo olhando num espelho (as outras pessoas ao redor são este espelho), que reflete de volta para você o que você é.

Mas o mundo só te mostra o que você parece ser, não o que você é.

Quem está ao nosso redor entende pouquíssimo sobre nós: como poderiam ser um espelho ideal, para nos mostrar o que somos e quanto valemos?

Somente a própria pessoa pode chegar a ter um conhecimento suficiente sobre si mesma.

E ela deve acreditar nisso! Deve conhecer suas forças, suas fraquezas, seus talentos, descobrir qual melhor rumo para sua vida e segui-lo.

E ter maturidade emocional para n√£o desviar do seu caminho, quando as outras pessoas rirem, criticarem, tentarem atingir de alguma forma.

Pois a culpa não é delas: é sua, que mudou seu caminho com base no que achou que as outras pessoas acharam de você.

“Se cinco bilh√Ķes de pessoas acreditam em algo est√ļpido, esse algo continua sendo est√ļpido”, escreveu Anatole France.

Somente a maturidade emocional nos traz um pensamento assim.

Tá aí meu nirvana: chegar a esse ponto e viver com leveza, como as crianças vivem.

Falta ainda evoluir mais um pouquinho.

Falta de apoio

março 21st, 2012 | 0 comments

√Č uma droga quando n√£o te d√£o apoio, em algo que voc√™ vai fazer. Voc√™ sabe que, se errar, vai estar sozinho. Tem que buscar for√ßas interiores e acreditar em si mesmo, e ir √† luta com a cara √† tapa.

H√° duas coisas.

A primeira é o exagero da falta de apoio para tudo. Sabe que vai andar pisando em ovos, que precisará olhar sobre os ombros, ao redor, fazer pouco barulho.

A segunda é o exagero de quem tem todo o apoio, sabe que mesmo que erre estará seguro, e acaba chegando ao estágio do Ego inflado.

As duas coisas s√£o ruins, e as duas situa√ß√Ķes precisam de maturidade emocional, para n√£o levar a pessoa √† ru√≠na.

Seria bom o intermedi√°rio: ter apoio e n√£o deixar o ego inflar.

Mas, normalmente, a coisa funciona sem apoio mesmo, o que me lembra o trecho de Nutshell, do Alice in chains:

And yet I fight, and yet I fight
This battle all alone
No one to cry to, no place to call home

Mais uma do Kamel: Racismo e fraude

março 13th, 2012 | 0 comments

J√° conheci pessoas que n√£o possuem boa sensibilidade para discutir quest√Ķes sociais.¬†Mesmo assim, discutem:

“H√° uma semana, o¬†IBGE divulgou pesquisa sobre¬†emprego e ra√ßa, e os jornais conclu√≠ram que os dados ‚Äúcomprovavam‚ÄĚ que¬†os negros s√£o discriminados no mercado de trabalho.”

“A pesquisa revelou que os negros¬†[...] s√£o a¬†maioria dos desempregados, t√™m as¬†piores ocupa√ß√Ķes e ganham a metade¬†do sal√°rio dos brancos [...] Mas nada¬†no estudo permitia dizer que os negros¬†est√£o nessa condi√ß√£o porque o Brasil √©¬†racista ou porque os brancos s√£o racistas ou porque os empregadores discriminam os negros.” (Ali Kamel, O GLOBO, 15-06-2004)

A principal quest√£o n√£o √© o que vai comprovar a discrimina√ß√£o, mas por que os negros “s√£o a¬†maioria dos desempregados, t√™m as¬†piores ocupa√ß√Ķes”…

Esse é o ponto.

Não é preciso ter a pele branca, para ser racista. Basta ainda ser regido pela cultura portuguesa escravocrata, que ainda persiste e deixa estas marcas na nossa sociedade.

Ainda ontem, censurei um aluno (negro), que praticava o bullying com o cabelo da colega (também negra). Era uma brincadeira mas permeada por esta cultura branca, de que o cabelo do negro é ruim e o do branco é bom.

Esta mesma cultura ainda nos faz:

  • Chamar a capoeira de “macumba”, pejorativamente
  • Ter medo de quem usa as vestes do candombl√©
  • Desmoralizar o samba, uma dan√ßa que √© nosso patrim√īnio
  • E, s√≥ de ouvir o toque de um tambor, j√° pensar que algu√©m est√° invocando o diabo.

Ainda hoje, o que é fruto da tradição afrodescendente é demonizado. Como podemos não ser racistas?

“Quando os pobres deste pa√≠s tiverem¬†uma educa√ß√£o de qualidade, todos ter√£o a mesma chance no mercado de¬†trabalho. E as distor√ß√Ķes entre brancos¬†e negros ter√£o um fim.”¬†(Ali Kamel, O GLOBO, 15-06-2004)

Eu duvido que isto ter√° um fim t√£o simples assim.

A fome e o efeito estatístico

março 12th, 2012 | 0 comments

De um diretor de jornalismo da Rede Globo (procure-o nos créditos do Jornal Nacional):

“Isso leva a situa√ß√Ķes absurdas. Por¬†exemplo: cada vez que o governo aumenta¬†o sal√°rio-m√≠nimo ele est√°, automaticamente,¬†aumentando o n√ļmero de¬†pobres e de famintos. Se o sal√°rio sobe¬†de R$ 260 para, por exemplo, R$ 300, o¬†n√ļmero de pessoas que disp√Ķem de menos¬†de meio sal√°rio-m√≠nimo sobe imediatamente.¬†Antes, quem tinha renda¬†per capita entre R$ 130 e RS 150, para o¬†governo, n√£o era nem pobre, nem faminto.¬†Com o aumento, passa a ser. Mas isso¬†n√£o √© fome, √© efeito estat√≠stico.” (Ali Kamel, O GLOBO, 21-09-2004)

Que matemática é essa?

O salário mínimo de 2004 a 2012 cresceu de R$ 260,00 para R$ 622,00.

As classes D e E, as mais pobres, encolheram de 51% para 35%, entre 2005 e 2009.

Essa conta do Kamel n√£o fecha…

Parei de ler o artigo na metade, logo após este trecho:

Usar a linha da pobreza como norte para achar famintos é um erro. Pelos motivos apontados acima e por mais este: o pobre pode ter uma renda monetária que o coloca abaixo da linha da pobreza, mas, ao mesmo tempo, ter um roçado, umas galinhas, um porco, uma horta que lhe fornecem alimentos para não passar fome.

Foi a gota d’√°gua!

As partes e o todo

março 11th, 2012 | 0 comments

Pensamento sist√™mico…

Uma vez lia Proudhon, que explicava sobre a força coletiva e a exploração dos trabalhadores. O ponto era:

“Se 500 trabalhadores constroem uma ponte em um ano, Uma pessoa constr√≥i uma ponte em 500 anos?”

Ora, ent√£o porque depois v√£o dizer que o governador “fez” aquela ponte?

H√° produ√ß√Ķes que somente uma for√ßa coletiva pode gerar. Nenhum homem pode faz√™-la sozinho, nem se apoderar dela, sen√£o por roubo.

Mas a ideia vai ainda além: o Todo não é simplesmente a soma das partes!

Em muitos casos, somar é pouco: o trabalho coletivo multiplica. Até há um termo apropriado para isto: Sinergia.

Mais uma vez (de muitas), Descartes errou.

Vejam este vídeo e compreendam esta ideia na história dos sábios surdos e o elefante:

 

Minha escolha pelo Dolphin Mobile

fevereiro 17th, 2012 | 0 comments

Testei vários navegadores para dispositivos móveis, tanto em tablets quanto em celulares. Escolhi como meu preferido o Dolphin. Uns são péssimos e não os incluí na lista abaixo. Em todos, há prós e contras:

  • Firefox: Me pareceu completamente imaturo, uma adapta√ß√£o apressada do desktop para m√≥vel. Irrita o usu√°rio e tem pouca praticidade. Por√©m, foi o √ļnico que rodou o WebGL.
  • UCWeb: Eu o testei no Symbian e fiquei satisfeito com ele. √Č bastante leve e pr√°tico.
  • Opera: Se destaca pela beleza e pela p√°gina inicial com links pr√°ticos, com miniaturas charmosas, um menu bonito… Mas √© pesado! √Č minha segunda op√ß√£o para conex√Ķes wi-fi, mas √© meu preferido quando usando 3G com limite de tr√°fego (na vers√£o Opera Mini, ou com o modo turbo ativado).

Por√©m, nenhum navegador superou o Dolphin.¬†Ele tem a praticidade das gestures, que d√° a preciosa op√ß√£o de “avan√ßar” (os dispositivos costumam oferecer apenas a op√ß√£o “retornar”), mas tamb√©m rolar tudo para cima ou para baixo, √ļteis em blogs extensos, ou para mudar a visualiza√ß√£o de mobile para normal, no rodap√©.

Além disso, o Dolphin:

  • √Č um navegador leve
  • Tem uma p√°gina inicial com links pr√°ticos
  • √Č f√°cil de se configurar
  • Tem um menu de favoritos util√≠ssimo, escondido na lateral esquerda
  • Visualiza v√≠deo embutido na p√°gina (n√£o precisa de aplicativos externos para abrir v√≠deos do youtube, por exemplo).

O Dolphin n√£o roda WebGL e trava algumas vezes, mas n√£o o suficiente para o tirar do topo deste podium. Eu o recomendo!

Navegabilidade da Loja Virtual Vivo

fevereiro 17th, 2012 | 0 comments

Acho impressionante ver uma operadora do tamanho da Vivo ter um portal t√£o direcionado ao Internet Explorer.

Lan√ßo aqui um desafio: abra a p√°gina da Loja Virtual Vivo, clique em “Loja Virtual” e tente fazer uma busca ou clicar nas op√ß√Ķes do menu. Conte seus resultados.

Tentei navegar na Loja com o Chrome e com o Firefox: n√£o consegui. Por curiosidade, abri a p√°gina num tablet Android com o Dolphin, com o Opera… Nada!

Deixei minha suspeita para √ļltimo. Abri com o Internet Explorer e, como por m√°gica, consegui navegar plenamente, clicar para fazer buscas, abrir as listas de produtos, etc.

Como podem limitar o uso da Loja Virtual aos desktops Windows? Ignoram assim os dispositivos m√≥veis… Ser√° que funciona em Macs e iPhones?

Estou realmente impressionado.

Vida longa…

janeiro 21st, 2012 | 0 comments

Há doze anos atrás, tive uma amiga que, além de um desenho, que pus numa moldura, me deixou a seguinte frase:

“Vida longa aos meus inimigos, para que assistam de p√© a minha vit√≥ria”

Seu nome √© Vera L√ļcia. Convivemos por cinco meses e depois perdemos o contato. Era uma √©poca em que eu tinha alguns sonhos e pensava ter muitos inimigos. Hoje, j√° n√£o me sinto uma pessoa de muitos inimigos, mas se eles existirem, que tenham vida bem longa, pois tem coisas interessantes amadurecendo e vindo por a√≠.

O reinício

dezembro 30th, 2011 | 0 comments

Reiniciando o blog em 3, 2, 1…