Ausência do blog

novembro 4th, 2012 | 0 comments

Estive seis meses ausentes do blog. Esqueci minha senha e n√£o tive tempo para resolver os problemas decorridos disso, a contar:

  • Alguns servidores n√£o permitem que o wordpress envie e-mails, como aqueles para recuperar sua senha, quando voc√™ clica em “Esqueci minha senha”. Ent√£o voc√™ clica e nunca recebe sua senha por e-mail. Quando eu descobrir como se configura este envio de e-mails, eu postarei aqui.
  • H√° como resetar a senha pelo phpMyAdmin, por√©m, h√° uma armadilha fatal neste processo! Eu redefinia minha senha e continuava sem conseguir fazer login. Ap√≥s muita pesquisa, li que a senha fica guardada no banco de dados do usu√°rio, n√£o em forma textual, como √© escrita, mas como seu hash md5.

Enfim… N√£o fui a fundo no assunto, mas, em resumo, se voc√™ precisar resetar sua senha por l√°, use um conversor de texto para hash md5 como ESTE, e redefina sua senha no phpMyAdmin usando o hash.

Por exemplo: O hash md5 para I love you é e4f58a805a6e1fd0f6bef58c86f9ceb3. Acrescente uma só letra e o código já muda completamente. Experimente!

Lero Lero acadêmico

maio 8th, 2012 | 0 comments

O Gerador de Lero Lero é uma brincadeira que simula falas que parecem extremamente sábias, mas que não passam de enrolação sem sentido.

Mas este aqui N√ÉO √Ȭ†Lero Lero, √© texto real de Universidade. Eu tentava entender o que viriam a ser vantagens competitivas sustent√°veis, e a sequ√™ncia que obtive foi esta:

“… por meios de capacidades e recursos estrat√©gicos sem paralelo, singularidades e peculiaridades ao contexto.”

D√° para entender tudo, n√£o d√°?

Contexto do quê, meu amigo?

Qual a diferen√ßa entre singularidade e peculiaridade? Vou levar um minuto s√≥ para interpretar estas duas palavras…

Abaixo o embromation acadêmico! Queremos estudar na universidade materiais didáticos compreensíveis.

Reforma das leis

maio 6th, 2012 | 0 comments

Vou transcrever, com minhas palavras, um trecho escrito por Pierre Joseph Proudhon, num livro colet√Ęnea que tenho:

“Ele [governo] far√° tantas leis que chocar√° interesses; e, visto que os interesses s√£o inumer√°veis, que as rela√ß√Ķes nascentes umas das outras se multiplicam ao infinito, que o antagonismo n√£o tem fim, a legisla√ß√£o dever√° funcionar sem parar. As leis, os decretos, os editais, as ordens, as decis√Ķes cair√£o em abund√Ęncia sobre o pobre povo.¬†Em algum tempo, o solo pol√≠tico ser√° coberto por uma camada de papel que os ge√≥logos ter√£o que registrar sob o nome de forma√ß√£o papez√≥ica, dentre as camadas do planeta.¬†A Conven√ß√£o, em tr√™s anos, um m√™s e quatro dias, gerou 11.600 leis e decretos. A Constituinte e o Legislativo n√£o produziram muito menos [...]¬†Voc√™ acredita que o povo e o pr√≥prio governo conserva sua raz√£o nesta bagun√ßa de leis?”

E é realmente uma bagunça de leis. Ou algum cidadão brasileiro comum sabe exatamente seus direitos e deveres? Alguém aqui já estudou o Código Civil ou Penal, a Constituição Brasileira, as Leis Trabalhistas, o Estatuto da Criança e do Adolescente ou a Lei Maria da Penha, para poder viver corretamente como cidadão nessa sociedade brasileira?

Não! Mas sabemos que todas estas leis que desconhecemos podem nos levar a prisão.

Na prática, vivemos brincando com a sorte, que nos dirá se o que fazemos, a cada momento, é passível de punição ou não.

Nem mesmo advogados conhecem todas as leis.

Qual matéria escolar, ou que tipo de professor, ensinaria ao menos um resumo legislativo às crianças?

At√© quando exigiremos conhecimentos das leis de tr√Ęnsitos dos futuros motoristas, sem exigir conhecimentos das demais leis da sociedade ao cidad√£o?

H√° puni√ß√£o sem haver conhecimento. √Č assim porque a organiza√ß√£o das leis √© uma bagun√ßa. A quantidade se sobrep√Ķe √† qualidade. Algu√©m precisa propor uma boa reforma para isto. Parece que a organiza√ß√£o das leis est√° perfeita, porque ningu√©m aparece para critic√°-la.

Só Proudhon. Eu sou fã dele.

Waldez Ludwig e o conhecimento

maio 3rd, 2012 | 0 comments

Conheco um vídeo do programa Sem Censura no qual as primeiras palavras do Waldez Ludwig foram estas:

“√Č uma transforma√ß√£o na economia toda, ent√£o o resumo da √≥pera √© assim:

  • N√≥s temos uma economia baseada em conhecimento (s√≥ se vende, s√≥ se compra se tiver conhecimento);
  • Se ela √© baseada em conhecimento, o que importa mesmo √© a inova√ß√£o. O √ļnico fator de competitividade que sobrou pras empresas chama-se inova√ß√£o (capacidade de inovar);
  • Inova√ß√£o s√≥ vem de gente. Inova√ß√£o n√£o vem de m√°quina;
  • Ent√£o, o ser humano passou a ser a chave da estrat√©gias das empresas.”

√Č estranho ver pa√≠ses desenvolvidos mandando seus produtos serem fabricados na China. O conceito de pa√≠s desenvolvido j√° se separou do conceito de pa√≠s industrializado. Hoje, o pa√≠s desenvolvido produz conhecimento, inova√ß√£o, design, patentes, ou seja, atividades intelectuais.

Aos pa√≠ses pobres, a ind√ļstria e sua polui√ß√£o; aos pa√≠ses ricos, a intelig√™ncia por tr√°s da produ√ß√£o.

Mas as patentes podem garantir que seu produto não será copiado. Já a ideia, o conhecimento, ele pode ser copiado por todos. Então, a maneira de manter-se no topo é renovar o conhecimento antes dos concorrentes, ter novas ideias: por isso, a inovação.

E, como máquina não inova, o centro da produção voltou a ser o funcionário. E isso afeta diretamente a estratégia das empresas.

Ali√°s, outro dia eu compreendi o que significa o termo “estrat√©gico”, em administra√ß√£o. Est√° relacionado aos rumos que a empresa deve seguir, √†s decis√Ķes que os executivos devem tomar, a busca por vantagens competitivas que possam dar um caminho lucrativo.

E vantagem competitiva é um pequeno monopólio de curto prazo, algo que seu produto tem que os outros não tem, e que leva as pessoas a comprá-lo.

Faz muita diferença compreender isso e nos deixa anos luz dos conceitos de administração de décadas atrás.

Sobre estes temas, recomendo estes dois vídeos do Waldez Ludwig.

Programa Sem Censura

Gestão Estratégica (SEBRAE)

E sobre a substituição da sociedade industrial pela sociedade do conhecimento, recomendo uma palestra de 13 partes do Marcos Cavalcanti: A nova sociedade do conhecimento

Miséria da banda larga

maio 3rd, 2012 | 0 comments

Hoje, tentei assistir ao Jornal da Record News online, em v√£o.

Há duas semanas, técnicos andaram mexendo nos cabos por aqui e a internet piorou.

Em fevereiro de 2004, a m√°xima velocidade de banda larga, onde moro, era de 1 Mega. Hoje, oito anos depois, continua de 1 Mega.

O You Tube não se importa com isso. Vários vídeos já abrem, por padrão, na qualidade de 360p. Antigamente, eu conseguia assistir vídeos em 240p, sem problemas, mas faz duas semanas que nem nesta resolução eu consigo. Vídeos em HD, nem em sonho.

Para piorar, o You Tube não permite mais que se pause um vídeo, para que ele carregue em background, enquanto navega em outra aba.

Eu quero saber até quando esta parte da população será tratada como CIDADÃOS DE SEGUNDA CATEGORIA.

N√£o preciso defender a import√Ęncia da internet, eu, que curso gradua√ß√£o √† dist√Ęncia, com aulas teletransmitidas. Seria dizer o que todos j√° sabem.

Mas quero mostrar o mapa de onde moro, para dar a ideia de como moro grudado √† segunda maior cidade brasileira, dentro da segunda maior regi√£o metropolitana…

E ainda assim tenho uma internet porca, que compartilho com meus vizinhos.

N√£o me passa pela cabe√ßa me mudar para um “bairro bom” e deixar que a popula√ß√£o desfavorecida se vire como pode.

Mas passa pela minha cabe√ßa escrever e publicar alguma coisa, que mostre que h√°, sim, uma divis√£o social, mesmo entre bairros vizinhos, em regi√Ķes metropolitanas superlotadas:

  • Cidad√£os de primeira categoria: com acesso aos servi√ßos, beneficiados pela concorr√™ncia entre as empresas e seus pre√ßos baixos;
  • Cidad√£os de segunda categoria: sem acesso ou com acesso prec√°rio, a servi√ßos controlados por monop√≥lios socialmente irrespons√°veis, com pre√ßos alt√≠ssimos.

Essa é a realidade (já diria o Datena)!

A empresa de banda larga não quer saber se a população precisa, se é importante, pois a preocupação dela é com o lucro.

Quem deve se preocupar com o conforto e as necessidades da popula√ß√£o, que √© o governo e todo o setor p√ļblico, onde estar√° nessas horas? N√£o faz nada? N√£o faz o seu trabalho de organizar a sociedade de maneira mais igualit√°ria poss√≠vel? Apare√ßa, governo, e ponha uma ordem nesse capitalismo selvagem!

Agora, tire suas pr√≥prias conclus√Ķes. Clique nas imagens abaixo, para v√™-las em tamanho normal.

Mapa do Google Earth com a regi√£o de baixa disponibilidade

Se eu subir num dos morros daqui, terei a vis√£o da refinaria, da Ba√≠a de Guanabara e do Aeroporto. Mas tenho uma velocidade de internet que algumas cidades dentro da Floresta Amaz√īnica j√° conseguiram. Qual √© a l√≥gica disso?

De carro, com tr√Ęnsito bom, saio de casa e, em 25 minutos, estou ao p√© do corcovado, observando o Cristo Redentor.

Disponibilidade m√°xima de 1 Mega para Oi Velox

J√° fazem 8 anos que me encontro com o conte√ļdo dessa tela. Vejo por a√≠ propagandas de 20, 50, at√© 100 Megas. Se h√° cem, por que n√£o consigo mais que um?

Dificuldade para assistir ao youtube

No centro da tela, é comum aparecer o ícone de carregamento. No canto inferior-direito, o painel de escolha de qualidade do vídeo.

Como dominar um país

abril 25th, 2012 | 0 comments

Anote a receita e guarde, para o caso de precisar perceber quando isto estiver acontecendo no Brasil.

  1. Enriqueça: Junte o máximo de dinheiro que puder.
  2. Se aproxime de políticos e troque favores: dê partes do seu dinheiro em troca de algo do seu interesse, que te faça enriquecer ainda mais.
  3. Compre mais pol√≠ticos, troque favores e abocanhe alguns milh√Ķes: eles precisam desesperadamente de dinheiro para vencer elei√ß√Ķes com campanhas grandes, e v√°rios aceitam te ajudar a vencer uma licita√ß√£o, conseguir um terreno ou uma licen√ßa…
  4. Aprenda a lavar dinheiro: isso é importante, para que o tenha limpo para os próximos passos.
  5. Encomende reportagens: repórteres ganham pouco e vários deles aceitam boas quantias de dinheiro para publicar matérias que te favoreçam, ou que derrubem adversários seus.
  6. Avance sobre a imprensa: o próximo passo é comprar um jornal, revista ou rede de televisão inteira, anunciando fortemente, entrando com dinheiro de publicidade, para que eles paguem as contas e lucrem mais, e assim virão comer na tua mão.
  7. Comece a trocar favores com gente do judiciário: Comece com presentes pequenos, faça amizade, empregue parentes deles, e logo também estarão na tua mão.
  8. Aumente a abrangência da sua influência: espalhe seu dinheiro para outros estados, comprando mais gente corrupta, em todo canto. Não se esqueça de equilibrar bem o dinheiro entre legislativo, imprensa e judiciário (não necessariamente nesta ordem).
  9. Vá para cima dos políticos justos: comece com estratégias de golpe de estado. Pressione! Use sua influência e jogue a imprensa contra eles, fazendo matérias e reportagens investigativas que os ameacem cruelmente. Eles acabaram renunciando ou vindo comer também na tua mão.
  10. V√° para cima da imprensa livre: force seus pol√≠ticos eleitos comprados a cortar verbas p√ļblicas de publicidade nestes √≥rg√£os, a ca√ßar concess√Ķes, ou jogue sua imprensa comprada contra eles.
  11. Caso o judiciário ainda não esteja na tua mão, os ameace com a imprensa. E caso a imprensa comece a fugir da tua mão, primeiro ofereça mais dinheiro, então entre com sua influência em outros poderes.
  12. Por fim, acumule por espionagem informa√ß√Ķes comprometedoras sobre seus inimigos. Guarde-as em seguran√ßa. A pol√≠cia √© comandada pelo governador, a justi√ßa de primeira inst√Ęncia n√£o pode te derrubar… Voc√™ est√° quase l√°.

(não esqueça que a imprensa tem um poder incrível. Trate-os muito bem: eles só precisam receber o dinheiro que merecem pelo serviço)

Mais algum tempo nesse ritmo e você terá conseguido:

  • O executivo eleito, financiado fortemente pelo seu dinheiro e doido para se reeleger novamente com teu apoio financeiro.
  • O legislativo com o rabo preso, pois sabem que podem ser derrubados facilmente, j√° que s√£o os mais fr√°geis. Eles ganham pouco e s√≥ querem manter a fama e o poder no bairro (estado), e ter bom conforto.
  • O judici√°rio tranquilo: cada Juiz ganhou uma casa no campo e um carr√£o na garagem, e sabem que podem conseguir bons empregos para seus parentes com voc√™.
  • E a imprensa! Ainda mais nessa decad√™ncia que enfrenta nos √ļltimos tempos. Est√° sedenta por anunciantes de peso, que injetem bastante dinheiro… Exatamente o que voc√™ faz por elas.

Reforma tribut√°ria

abril 25th, 2012 | 0 comments

Um dos melhores tributos que t√≠nhamos era a antiga CPMF, de sonega√ß√£o praticamente imposs√≠vel. Sempre aparece algu√©m para destruir as melhores coisas…

Sou a favor de uma carga tribut√°ria mais ou menos alta, acima de 30%, porque acredito que as grandes empresas e a elite v√£o governar mais que o governo, caso ele tenha pouco dinheiro.

Quem domina o poder pol√≠tico √©, sem d√ļvida, aquele que domina o poder econ√īmico, antes.

Não há poder político sem dinheiro! A tese do Estado mínimo é, na prática, uma tese do laissez-faire (ou da bagunça).

Ent√£o os tributos precisam dar ao governo essa for√ßa, j√° que pelo menos eles n√≥s podemos eleger. Depois que um grande grupo econ√īmico abocanhar o poder, todos os pol√≠ticos girar√£o em torno dele, e n√£o haver√° muito o que o povo poder√° fazer.

Uma quest√£o √© como criar controle efetivo sobre a corrup√ß√£o, j√° que a corrup√ß√£o por grupos econ√īmicos √© semelhante √† corrup√ß√£o que suja dinheiro arrecadado atrav√©s de tributos.

Um outro ponto importante é parar de chamar as pessoas de contribuintes:

Me arrancam tudo √† for√ßa. Mas me chamam de contribuinte. (Mill√īr Fernandes)

Outra questão é desonerar tudo aquilo que é produtivo de impostos. A produção deve ser sempre sagrada.

E uma terceira quest√£o √© reduzir o n√ļmero de impostos, sem perder receita ou perdendo pouca. Sen√£o fica imposto para tudo quanto √© lado, a bagun√ßa reina ao lado da inefici√™ncia e as corre√ß√Ķes das distor√ß√Ķes se tornam um quebra-cabe√ßas.

Em resumo: simplificar, sem perder, e melhorar o controle.

Gosto do Estado grande :D

Reforma dos partidos políticos

abril 25th, 2012 | 0 comments

J√° li que a liberdade de se criar partidos pol√≠ticos, no Brasil, protege a “multiplicidade de id√©ias e opini√Ķes” e garante o “¬†pluralismo¬†pol√≠tico”.

Poucas coisas na pol√≠tica me desanimaram como a queda da Cl√°usula de barreira, j√° ap√≥s √†s elei√ß√Ķes de 2006 (a primeira a adot√°-la).

O Brasil passaria a ter apenas sete grandes partidos, embora muitos deles partidos ideologicamente próximos. Mas seria bem menos do que os 27 partidos existentes atualmente.

Na Alemanha, em 1930, haviam cinco ou seis partidos, de diferentes ideologias, todos Com vota√ß√£o entre Um e doze milh√Ķes de voto, o que me pareceu um equil√≠brio interessante.

Aqui no Brasil devia haver 6 ou 8 partidos políticos bem diferenciados por duas ideologias. Por exemplo:

  1. Crist√£os
  2. Sociais-democratas
  3. Verdes
  4. Liberais conservadores
  5. Liberais de esquerda
  6. Trabalhistas
  7. Socialistas

Mas temos ao menos quatro partidos que incluem, no nome, o termo “trabalhista” ou “trabalhadores”, enquanto a ideologia liberal se extingue aos poucos.

Vemos partidos sem express√£o alguma recebendo um bom dinheiro do fundo partid√°rio:

  • Para onde vai este dinheiro?
  • Em que ele ajuda o povo brasileiro?

Então, prefiro um máximo de oito partidos. E, aí, surge uma nova questão:

O que vai garantir que eles realmente se diferenciem, ideologicamente?

Atualmente, as pessoas n√£o votam em partidos ou em ideologias, mas em candidatos isolados e no seu marketing.¬†H√° quem vote em vereador e prefeito de partidos divergentes… √Č uma contradi√ß√£o.

Por isso, defendo o voto em lista partidária. Não discuto se aberta, fechada ou mista, apenas gostaria de tirar o foco do candidato e passá-lo para o partido. Assim, os partidos indicarão uma lista dos seus candidatos, que irá à votação dos eleitores, o que concentrará o poder nestes partidos e nos seus dirigentes. Caso o eleitor se decepcione com um partido, poderá dar seu voto a um outro.

√Č mais f√°cil conhecer, investigar, estudar e fiscalizar oito partidos do que mil candidatos. Votaremos num partido, nos rumos e nas prioridades que ele prop√Ķe para o pa√≠s ou para a cidade. O candidato dever√° seguir o projeto do partido e as id√©ias estar√£o mais centralizadas, mais facilmente acess√≠veis ao cidad√£o que quer conhecer as propostas.

Mas para garantir que a ideologia volte mesmo a nortear este pa√≠s, ela precisar√° tornar-se independente da troca de favores e da compra de pol√≠ticos pelas grandes empresas, come√ßando pelo financiamento p√ļblico¬†exclusivo de campanha. O dinheiro sair√° dos cofres p√ļblicos, mas garantir√° que os pol√≠ticos possam se eleger sem dever favores a grupos econ√īmicos financiadores de campanhas.

Outro dia li que o n√ļmero de deputados eleitos, financiados pela Petrobr√°s, foi maior que o n√ļmero de deputador do Rio de Janeiro, o que √© assustador. Imagine se gente ilicitamente enriquecida com a pirataria, ap√≥s lavar dinheiro no exterior, investisse em campanhas pol√≠ticas, para ter alguns deputados comprados em Bras√≠lia: n√£o seria uma bagun√ßa?

Na verdade, já é.

Por isso, minha sugestão é:

  1. 6 a 8 partidos pol√≠ticos com fundo partid√°rio (ou “Fundo Especial de Assist√™ncia Financeira aos Partidos Pol√≠ticos”).
  2. Voto em lista partidária, centralizada, que traga maior ideologia para a política.
  3. Financiamento p√ļblico de campanha, criminalizando a compra de pol√≠ticos (al√©m do caixa dois, agora tamb√©m o “caixa um”).

Se vai dar certo, eu não sei. Mas esta é minha aposta.

E se eu mudar de ideia, algum dia, paciência!

Reforma no Congresso Nacional

abril 25th, 2012 | 0 comments

Sou a favor de cortar custos, eliminando uma parte desnecess√°ria do Congresso Nacional. Ter√≠amos, com isso, a economia de alguns bilh√Ķes de reais.

Li um artigo do Stephen Kanitz, chamado “Precisamos do senado?“. Me abriu a mente. O ponto que achei principal √© este:

“Os 3 Senadores hoje defendem hoje os interesses pol√≠ticos de seu partido, e n√£o os de seu Estado.”

Assim como Kanitz, entendo que deveria haver apenas um senador de cada estado, e este seria o vice-governador eleito. Assim, cada um dos 27 senadores seriam for√ßados a ir brigar pelos interesses das administra√ß√Ķes dos seus estados, o que cumpriria exatamente a fun√ß√£o do Senado Federal.

J√° o n√ļmero de deputados, este deve ser cortado em 50%. Proponho um n√ļmero pr√≥ximo a 300, preservando as propor√ß√Ķes de cada estado, segundo o tamanho da sua popula√ß√£o.

Por que 300 deputados n√£o s√£o suficientes? Ou 250?

Por fim, minha proposta para implementar estes cortes seria eliminar, gradualmente, o n√ļmero de vagas, elei√ß√£o ap√≥s elei√ß√£o.

Ap√≥s as primeiras elei√ß√Ķes, ter√≠amos 51 senadores e 408 deputados.

Ap√≥s as elei√ß√Ķes seguintes, atingir√≠amos os n√ļmeros proposto: 27 senadores e 300 deputados.

S√£o paulo passaria de 77 para 45 deputados.

Rio de Janeiro, de 44 para 26.

Roraima, de 8 para 4.

Não seria incrível?

Ensinar por exemplos

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Estou estudando Sistemas de Informa√ß√Ķes Gerenciais (SIG) e Sistemas de Apoio √† Decis√£o (SAD).¬†Estou apanhando um bocado.

Se me perguntarem o que cada uma delas significa, eu sei responder, pois decorei os conceitos.

Mas se me perguntarem para o que servem, ou qual exatamente os serviços que elas fazem, vou dizer que (hoje, dois de abril) não faço a menor ideia.

Tudo por causa da mania de ensinar conceitos, sem dar exemplos. Defendo que o motor do ensino seja o exemplo, n√£o o conceito.

Um exemplo, muitas vezes, valem mais que dez conceitos. E j√° vi professores apresentando dez conceitos diferentes, e nenhum exemplo (isso, tipicamente, na universidade).

Isso me lembra a história da Triboluminescência.

Aprenda lendo o conceito:

“√Č a emiss√£o de¬†luz¬†em resultado do aquecimento dos¬†minerais¬†em baixa temperatura, entre 50¬ļ e 475¬įC, sendo inferior √† temperatura de incandesc√™ncia [...] ¬†A termoluminesc√™ncia √© observada normalmente apenas durante o primeiro aquecimento, e n√£o no reaquecimento, sendo que n√£o √© uma forma de transforma√ß√£o do¬†calor¬†em luz. A¬†energia¬†da luminesc√™ncia j√° est√° presente no mineral, e √© liberada atrav√©s da excita√ß√£o por leve aquecimento.”

Agora, experimente aprender na prática (Recomendo a leitura desta página):

“Pegue um torr√£o de a√ß√ļcar e coloque-o no congelador. Acorde √†s 3 da manh√£, v√° at√© a cozinha e abra o congelador. Amasse o torr√£o de a√ß√ļcar com um alicate e voc√™ ver√° um clar√£o azul. Isso se chama triboluminesc√™ncia.”

Experimente seguir meu conselho: começar pelo exemplo e depois estudar o conceito.

Tire suas pr√≥prias conclus√Ķes.