Reforma tributária

abril 25th, 2012 | 0 comments

Um dos melhores tributos que tínhamos era a antiga CPMF, de sonegação praticamente impossível. Sempre aparece alguém para destruir as melhores coisas…

Sou a favor de uma carga tributária mais ou menos alta, acima de 30%, porque acredito que as grandes empresas e a elite vão governar mais que o governo, caso ele tenha pouco dinheiro.

Quem domina o poder político é, sem dúvida, aquele que domina o poder econômico, antes.

Não há poder político sem dinheiro! A tese do Estado mínimo é, na prática, uma tese do laissez-faire (ou da bagunça).

Então os tributos precisam dar ao governo essa força, já que pelo menos eles nós podemos eleger. Depois que um grande grupo econômico abocanhar o poder, todos os políticos girarão em torno dele, e não haverá muito o que o povo poderá fazer.

Uma questão é como criar controle efetivo sobre a corrupção, já que a corrupção por grupos econômicos é semelhante à corrupção que suja dinheiro arrecadado através de tributos.

Um outro ponto importante é parar de chamar as pessoas de contribuintes:

Me arrancam tudo à força. Mas me chamam de contribuinte. (Millôr Fernandes)

Outra questão é desonerar tudo aquilo que é produtivo de impostos. A produção deve ser sempre sagrada.

E uma terceira questão é reduzir o número de impostos, sem perder receita ou perdendo pouca. Senão fica imposto para tudo quanto é lado, a bagunça reina ao lado da ineficiência e as correções das distorções se tornam um quebra-cabeças.

Em resumo: simplificar, sem perder, e melhorar o controle.

Gosto do Estado grande :D

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