Como dominar um país

abril 25th, 2012 | 0 comments

Anote a receita e guarde, para o caso de precisar perceber quando isto estiver acontecendo no Brasil.

  1. Enriqueça: Junte o máximo de dinheiro que puder.
  2. Se aproxime de políticos e troque favores: dê partes do seu dinheiro em troca de algo do seu interesse, que te faça enriquecer ainda mais.
  3. Compre mais pol√≠ticos, troque favores e abocanhe alguns milh√Ķes: eles precisam desesperadamente de dinheiro para vencer elei√ß√Ķes com campanhas grandes, e v√°rios aceitam te ajudar a vencer uma licita√ß√£o, conseguir um terreno ou uma licen√ßa…
  4. Aprenda a lavar dinheiro: isso é importante, para que o tenha limpo para os próximos passos.
  5. Encomende reportagens: repórteres ganham pouco e vários deles aceitam boas quantias de dinheiro para publicar matérias que te favoreçam, ou que derrubem adversários seus.
  6. Avance sobre a imprensa: o próximo passo é comprar um jornal, revista ou rede de televisão inteira, anunciando fortemente, entrando com dinheiro de publicidade, para que eles paguem as contas e lucrem mais, e assim virão comer na tua mão.
  7. Comece a trocar favores com gente do judiciário: Comece com presentes pequenos, faça amizade, empregue parentes deles, e logo também estarão na tua mão.
  8. Aumente a abrangência da sua influência: espalhe seu dinheiro para outros estados, comprando mais gente corrupta, em todo canto. Não se esqueça de equilibrar bem o dinheiro entre legislativo, imprensa e judiciário (não necessariamente nesta ordem).
  9. Vá para cima dos políticos justos: comece com estratégias de golpe de estado. Pressione! Use sua influência e jogue a imprensa contra eles, fazendo matérias e reportagens investigativas que os ameacem cruelmente. Eles acabaram renunciando ou vindo comer também na tua mão.
  10. V√° para cima da imprensa livre: force seus pol√≠ticos eleitos comprados a cortar verbas p√ļblicas de publicidade nestes √≥rg√£os, a ca√ßar concess√Ķes, ou jogue sua imprensa comprada contra eles.
  11. Caso o judiciário ainda não esteja na tua mão, os ameace com a imprensa. E caso a imprensa comece a fugir da tua mão, primeiro ofereça mais dinheiro, então entre com sua influência em outros poderes.
  12. Por fim, acumule por espionagem informa√ß√Ķes comprometedoras sobre seus inimigos. Guarde-as em seguran√ßa. A pol√≠cia √© comandada pelo governador, a justi√ßa de primeira inst√Ęncia n√£o pode te derrubar… Voc√™ est√° quase l√°.

(não esqueça que a imprensa tem um poder incrível. Trate-os muito bem: eles só precisam receber o dinheiro que merecem pelo serviço)

Mais algum tempo nesse ritmo e você terá conseguido:

  • O executivo eleito, financiado fortemente pelo seu dinheiro e doido para se reeleger novamente com teu apoio financeiro.
  • O legislativo com o rabo preso, pois sabem que podem ser derrubados facilmente, j√° que s√£o os mais fr√°geis. Eles ganham pouco e s√≥ querem manter a fama e o poder no bairro (estado), e ter bom conforto.
  • O judici√°rio tranquilo: cada Juiz ganhou uma casa no campo e um carr√£o na garagem, e sabem que podem conseguir bons empregos para seus parentes com voc√™.
  • E a imprensa! Ainda mais nessa decad√™ncia que enfrenta nos √ļltimos tempos. Est√° sedenta por anunciantes de peso, que injetem bastante dinheiro… Exatamente o que voc√™ faz por elas.

Reforma tribut√°ria

abril 25th, 2012 | 0 comments

Um dos melhores tributos que t√≠nhamos era a antiga CPMF, de sonega√ß√£o praticamente imposs√≠vel. Sempre aparece algu√©m para destruir as melhores coisas…

Sou a favor de uma carga tribut√°ria mais ou menos alta, acima de 30%, porque acredito que as grandes empresas e a elite v√£o governar mais que o governo, caso ele tenha pouco dinheiro.

Quem domina o poder pol√≠tico √©, sem d√ļvida, aquele que domina o poder econ√īmico, antes.

Não há poder político sem dinheiro! A tese do Estado mínimo é, na prática, uma tese do laissez-faire (ou da bagunça).

Ent√£o os tributos precisam dar ao governo essa for√ßa, j√° que pelo menos eles n√≥s podemos eleger. Depois que um grande grupo econ√īmico abocanhar o poder, todos os pol√≠ticos girar√£o em torno dele, e n√£o haver√° muito o que o povo poder√° fazer.

Uma quest√£o √© como criar controle efetivo sobre a corrup√ß√£o, j√° que a corrup√ß√£o por grupos econ√īmicos √© semelhante √† corrup√ß√£o que suja dinheiro arrecadado atrav√©s de tributos.

Um outro ponto importante é parar de chamar as pessoas de contribuintes:

Me arrancam tudo √† for√ßa. Mas me chamam de contribuinte. (Mill√īr Fernandes)

Outra questão é desonerar tudo aquilo que é produtivo de impostos. A produção deve ser sempre sagrada.

E uma terceira quest√£o √© reduzir o n√ļmero de impostos, sem perder receita ou perdendo pouca. Sen√£o fica imposto para tudo quanto √© lado, a bagun√ßa reina ao lado da inefici√™ncia e as corre√ß√Ķes das distor√ß√Ķes se tornam um quebra-cabe√ßas.

Em resumo: simplificar, sem perder, e melhorar o controle.

Gosto do Estado grande :D

Reforma dos partidos políticos

abril 25th, 2012 | 0 comments

J√° li que a liberdade de se criar partidos pol√≠ticos, no Brasil, protege a “multiplicidade de id√©ias e opini√Ķes” e garante o “¬†pluralismo¬†pol√≠tico”.

Poucas coisas na pol√≠tica me desanimaram como a queda da Cl√°usula de barreira, j√° ap√≥s √†s elei√ß√Ķes de 2006 (a primeira a adot√°-la).

O Brasil passaria a ter apenas sete grandes partidos, embora muitos deles partidos ideologicamente próximos. Mas seria bem menos do que os 27 partidos existentes atualmente.

Na Alemanha, em 1930, haviam cinco ou seis partidos, de diferentes ideologias, todos Com vota√ß√£o entre Um e doze milh√Ķes de voto, o que me pareceu um equil√≠brio interessante.

Aqui no Brasil devia haver 6 ou 8 partidos políticos bem diferenciados por duas ideologias. Por exemplo:

  1. Crist√£os
  2. Sociais-democratas
  3. Verdes
  4. Liberais conservadores
  5. Liberais de esquerda
  6. Trabalhistas
  7. Socialistas

Mas temos ao menos quatro partidos que incluem, no nome, o termo “trabalhista” ou “trabalhadores”, enquanto a ideologia liberal se extingue aos poucos.

Vemos partidos sem express√£o alguma recebendo um bom dinheiro do fundo partid√°rio:

  • Para onde vai este dinheiro?
  • Em que ele ajuda o povo brasileiro?

Então, prefiro um máximo de oito partidos. E, aí, surge uma nova questão:

O que vai garantir que eles realmente se diferenciem, ideologicamente?

Atualmente, as pessoas n√£o votam em partidos ou em ideologias, mas em candidatos isolados e no seu marketing.¬†H√° quem vote em vereador e prefeito de partidos divergentes… √Č uma contradi√ß√£o.

Por isso, defendo o voto em lista partidária. Não discuto se aberta, fechada ou mista, apenas gostaria de tirar o foco do candidato e passá-lo para o partido. Assim, os partidos indicarão uma lista dos seus candidatos, que irá à votação dos eleitores, o que concentrará o poder nestes partidos e nos seus dirigentes. Caso o eleitor se decepcione com um partido, poderá dar seu voto a um outro.

√Č mais f√°cil conhecer, investigar, estudar e fiscalizar oito partidos do que mil candidatos. Votaremos num partido, nos rumos e nas prioridades que ele prop√Ķe para o pa√≠s ou para a cidade. O candidato dever√° seguir o projeto do partido e as id√©ias estar√£o mais centralizadas, mais facilmente acess√≠veis ao cidad√£o que quer conhecer as propostas.

Mas para garantir que a ideologia volte mesmo a nortear este pa√≠s, ela precisar√° tornar-se independente da troca de favores e da compra de pol√≠ticos pelas grandes empresas, come√ßando pelo financiamento p√ļblico¬†exclusivo de campanha. O dinheiro sair√° dos cofres p√ļblicos, mas garantir√° que os pol√≠ticos possam se eleger sem dever favores a grupos econ√īmicos financiadores de campanhas.

Outro dia li que o n√ļmero de deputados eleitos, financiados pela Petrobr√°s, foi maior que o n√ļmero de deputador do Rio de Janeiro, o que √© assustador. Imagine se gente ilicitamente enriquecida com a pirataria, ap√≥s lavar dinheiro no exterior, investisse em campanhas pol√≠ticas, para ter alguns deputados comprados em Bras√≠lia: n√£o seria uma bagun√ßa?

Na verdade, já é.

Por isso, minha sugestão é:

  1. 6 a 8 partidos pol√≠ticos com fundo partid√°rio (ou “Fundo Especial de Assist√™ncia Financeira aos Partidos Pol√≠ticos”).
  2. Voto em lista partidária, centralizada, que traga maior ideologia para a política.
  3. Financiamento p√ļblico de campanha, criminalizando a compra de pol√≠ticos (al√©m do caixa dois, agora tamb√©m o “caixa um”).

Se vai dar certo, eu não sei. Mas esta é minha aposta.

E se eu mudar de ideia, algum dia, paciência!

Reforma no Congresso Nacional

abril 25th, 2012 | 0 comments

Sou a favor de cortar custos, eliminando uma parte desnecess√°ria do Congresso Nacional. Ter√≠amos, com isso, a economia de alguns bilh√Ķes de reais.

Li um artigo do Stephen Kanitz, chamado “Precisamos do senado?“. Me abriu a mente. O ponto que achei principal √© este:

“Os 3 Senadores hoje defendem hoje os interesses pol√≠ticos de seu partido, e n√£o os de seu Estado.”

Assim como Kanitz, entendo que deveria haver apenas um senador de cada estado, e este seria o vice-governador eleito. Assim, cada um dos 27 senadores seriam for√ßados a ir brigar pelos interesses das administra√ß√Ķes dos seus estados, o que cumpriria exatamente a fun√ß√£o do Senado Federal.

J√° o n√ļmero de deputados, este deve ser cortado em 50%. Proponho um n√ļmero pr√≥ximo a 300, preservando as propor√ß√Ķes de cada estado, segundo o tamanho da sua popula√ß√£o.

Por que 300 deputados n√£o s√£o suficientes? Ou 250?

Por fim, minha proposta para implementar estes cortes seria eliminar, gradualmente, o n√ļmero de vagas, elei√ß√£o ap√≥s elei√ß√£o.

Ap√≥s as primeiras elei√ß√Ķes, ter√≠amos 51 senadores e 408 deputados.

Ap√≥s as elei√ß√Ķes seguintes, atingir√≠amos os n√ļmeros proposto: 27 senadores e 300 deputados.

S√£o paulo passaria de 77 para 45 deputados.

Rio de Janeiro, de 44 para 26.

Roraima, de 8 para 4.

Não seria incrível?

Ensinar por exemplos

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Estou estudando Sistemas de Informa√ß√Ķes Gerenciais (SIG) e Sistemas de Apoio √† Decis√£o (SAD).¬†Estou apanhando um bocado.

Se me perguntarem o que cada uma delas significa, eu sei responder, pois decorei os conceitos.

Mas se me perguntarem para o que servem, ou qual exatamente os serviços que elas fazem, vou dizer que (hoje, dois de abril) não faço a menor ideia.

Tudo por causa da mania de ensinar conceitos, sem dar exemplos. Defendo que o motor do ensino seja o exemplo, n√£o o conceito.

Um exemplo, muitas vezes, valem mais que dez conceitos. E j√° vi professores apresentando dez conceitos diferentes, e nenhum exemplo (isso, tipicamente, na universidade).

Isso me lembra a história da Triboluminescência.

Aprenda lendo o conceito:

“√Č a emiss√£o de¬†luz¬†em resultado do aquecimento dos¬†minerais¬†em baixa temperatura, entre 50¬ļ e 475¬įC, sendo inferior √† temperatura de incandesc√™ncia [...] ¬†A termoluminesc√™ncia √© observada normalmente apenas durante o primeiro aquecimento, e n√£o no reaquecimento, sendo que n√£o √© uma forma de transforma√ß√£o do¬†calor¬†em luz. A¬†energia¬†da luminesc√™ncia j√° est√° presente no mineral, e √© liberada atrav√©s da excita√ß√£o por leve aquecimento.”

Agora, experimente aprender na prática (Recomendo a leitura desta página):

“Pegue um torr√£o de a√ß√ļcar e coloque-o no congelador. Acorde √†s 3 da manh√£, v√° at√© a cozinha e abra o congelador. Amasse o torr√£o de a√ß√ļcar com um alicate e voc√™ ver√° um clar√£o azul. Isso se chama triboluminesc√™ncia.”

Experimente seguir meu conselho: começar pelo exemplo e depois estudar o conceito.

Tire suas pr√≥prias conclus√Ķes.

Simplifique sua linguagem

abril 2nd, 2012 | 0 comments

Acabo de ler sobre a “√Čtica comunicacional“.

E j√° tinha lido sobre “Psicologia comportamental” – Behaviorismo.

Por favor, mundo cruel, seja direto: não dê voltas! Por que a linguagem precisa complicar algo que pode ser simples?

√Č “√Čtica na comunica√ß√£o“.

√Č “Psicologia do comportamento“.

Assim fica mais compreensível.