Programação para crianças 2

fevereiro 29th, 2012 | 0 comments

Um país que cresce precisa antever a demanda futura de profissionais de áreas tecnológicas. Então, criar escolas técnicas, ampliar as vagas em cursos tecnológicos, etc.

Mas olhamos para as escolas e vemos salas de inform√°ticas (quando h√°) paralisadas, com computadores envelhecendo… Quando h√° uso, √© para pesquisas na internet ou cursos b√°sicos sobre como usar o sistema operacional, o navegador ou o editor de texto.

Há um espaço vago, naquilo que é realmente aprender a trabalhar com um computador, que é dominá-lo e fazê-lo trabalhar para você.

Isso é programação: fazer o computador trabalhar para você.

Disso depende uma verdadeira informatização da sociedade. E estamos atrasados nisso.

O processo de informatiza√ß√£o das empresas √© irrevers√≠vel. O campo de trabalho √© praticamente infinito, visto que todo sistema precisa de manuten√ß√£o: amplia√ß√£o, altera√ß√£o, renova√ß√£o… No dia em que tudo for totalmente informatizado, a demanda por profissionais que saibam trabalhar com isso ser√° realmente monstruosa.

Por isso quero experimentar a programação para crianças. Como sou professor, posso contribuir com isso trazendo para a informática algo de que ela é muito carente: didática.

De modo mais amplo, uma pedagogia para facilitar a iniciação de crianças.

Como fazer a criança aprender, com o máximo de facilidade e rapidez, como fazer o computador trabalhar para ela?

Esse é o desafio. Quero buscar uma resposta.

Novo Acordo Ortogr√°fico e Python

fevereiro 29th, 2012 | 0 comments

Enquanto lia uma reportagem do jogo Brasil 2 x 1 Bósnia, de futebol, por sarcasmo, pensei na seguinte frase:

Ninguém pára o Brasil

Por causa do novo acordo ortográfico, o acento diferencial do verbo parar desapareceu. Esta frase, então, se escreverá:

Ninguém para o brasil

… O que torna a frase confusa. Embora simplifique a aprendizagem da l√≠ngua, dificulta sua flu√™ncia de leitura. A fra√ß√£o de segundo a mais, necess√°ria para interpretar a ambiguidade da frase, ser√° cumulativa num texto grande, cheio de palavras com a nova grafia. N√£o concordo com esta mudan√ßa.

Por√©m, enquanto estudo Python, agrade√ßo cada simplifica√ß√£o de c√≥digo, e cada facilita√ß√£o a quem est√° aprendendo uma nova linguagem. A falta do end (como em Lua), para fechar os blocos de c√≥digo, gera mais ou menos o mesmo tipo de problema de leitura que critico na perda dos acentos diferenciais da l√≠ngua portuguesa. √Č mais complicado saber onde cada bloco termina, embora estejam indentados.

Mesmo assim, não há palavras para agradecer um código com tão poucas linhas, como o do Python!!!

Aqui, em situação semelhante, sou a favor dessa inovação.

Que contradição!

O profissional de Educação Física

fevereiro 19th, 2012 | 0 comments

Acredito que poucos conhecem realmente a import√Ęncia de um profissional de Educa√ß√£o F√≠sica. Parece ser um trabalho f√°cil. Vou explicar como n√£o √©.

Trabalhamos com a prescrição de atividades físicas. Esta prescrição tem sempre um objetivo, como, entre outros:

  • Divertir
  • Emagrecer
  • Fortalecer
  • Educar comportamentos
  • Aprender t√©cnicas esportivas

Nosso trabalho é utilizar as melhores estratégicas de uso da atividade física, para atingir estes objetivos. Uma escolha errada de atividades e o objetivo não será alcançado.

Assim, o profissional de Educação Física é treinado para conhecer a atividade física, a ponto de saber determinar qual atividade é melhor indicada para cada caso. A partir desse ponto, o leitor já deve concordar com a ideia de que esta é uma tarefa que exige algum preparo.

Vamos, ent√£o, aprofundar.

Prescrever atividades para uma pessoa deve considerar a busca pela automatização do movimento, aprendido corretamente. Quem aprende a dirigir, passa pela etapa inicial de se confundir com os pedais, enquanto passa as marchas e olha pelo retrovisor, e deve ser treinado para executar corretamente tais tarefas de maneira automática, como o taxista que dirige facilmente e ainda conversa com o passageiro.

Prescrever atividades deve considerar os aspectos culturais e morais da sociedade e da pessoa. Treinador de crian√ßas que xinga os palavr√Ķes mais cabeludos durante os treinos n√£o √© um bom exemplo disso. Devemos fazer a pessoa gostar de atividade f√≠sica, e n√£o traumatiz√°-la ou imprimir nela uma marca de incapacidade.

Prescrever atividades deve levar em conta a habilidade de dar o feedback no momento e do modo correto. Deixar as crianças brincarem sem intervenção fará com que elas não saibam quando acertaram, no que erraram, e como corrigir seus erros. Se ocorre um acerto, é preciso saber elogiar e apontar o que foi correto e porque. Se ocorre um erro, é preciso apontá-lo e corrigi-lo, mas não com deboche, descaso ou irritação.

Al√©m disso, a atividade f√≠sica deve progredir com estas orienta√ß√Ķes:

  • Do conhecido para o desconhecido;
  • Do f√°cil para o dif√≠cil;
  • Do simples para o complexo;
  • Do geral para o espec√≠fico;
  • Do individual para o coletivo.

O leitor j√° se convenceu de que este tipo de trabalho precisa de um preparo profissional? Leia os √ļltimos argumentos.

Há um provérbio que diz:

“Quando voc√™ ouve, voc√™ esquece
Quando você vê, você entende
Quando voc√™ faz, voc√™ aprende”

A aprendizagem exige prática, e duas formas comuns de prática de atividade física são o jogo e o exercício.

Por muito tempo, a atividade física (séria) se baseava em exercícios, que embora sejam tecnicamente mais indicados, emocionalmente se tornam menos eficazes. O exercício tende a ser chato, então o nível de atenção do aluno cai, sua execução de movimentos acaba desleixada. Assim, o jogo tem sido estudado como alternativa ao exercício, mas ainda com a barreira de não ser visto como uma atividade séria.

O profissional deve decidir quando usar um exercício e quando usar um jogo, em cada situação.

Vejamos o caso da agilidade. √Č a capacidade de acelerar, frear e mudar de dire√ß√£o em menor tempo, ou, simplesmente, ser “r√°pido”.¬†O que √© o pique pega sen√£o um jogo de agilidade?

Aliás, quantas pessoas sabem que o pique pega é uma prática que desenvolve a agilidade, não apenas um jogo infantil bobo e sem função?

Uma criança que joga amarelinha, sem saber, desenvolve:

  • o salto;
  • o equil√≠brio;
  • a for√ßa de membros inferiores;
  • o lan√ßamento preciso de objetos;
  • a no√ß√£o de espa√ßo.

Cabe ao profissional de Educação Física selecionar uma atividade adequada, como a amarelinha, quando precisar de uma atividade física para desenvolver o equilíbrio, por exemplo!

H√° ainda as varia√ß√Ķes de cada jogo. No caso do bobinho, h√° v√°rias habilidades e capacidades em jogo, mas principalmente duas: o passe e o desarme. Mas enquanto a maioria dos jogadores praticam o passe, apenas um pratica o desarme. Uma solu√ß√£o para equilibrar este n√ļmero √© mudar regras do jogo, por exemplo, aumentando a quantidade de bobinhos, sem que o jogo perca a divers√£o.

Há ainda outras técnicas que o profissional de Educação Física pode utilizar na sua prescrição de atividades, como, por exemplo:

  • A racionaliza√ß√£o do espa√ßo: os rach√Ķes do futebol, treinamentos com 22 jogadores e apenas uma bola, podem dar espa√ßo a jogos reduzidos, dividindo o espa√ßo do campo, onde haver√° mais bolas por jogadores e cada jogador passar√° mais tempo com bola nos p√©s do que no formato n√£o racionalizado.
  • Circuitos (no caso dos exerc√≠cios): ficar muito tempo num mesmo exerc√≠cio pode ser psicologicamente desgastante. Atrav√©s de circuitos, a pessoa pode executar um exerc√≠cio, por curto espa√ßo de tempo, ent√£o passar ao pr√≥ximo, e no final do ciclo retornar ao primeiro exerc√≠cio. Embora possa n√£o ser fisiologicamente o m√©todo mais eficiente, algumas pessoas entediadas com o treinamento ir√£o agradecer por isto.

E h√° muito ainda que n√£o escrevi neste texto. Ser profissional da Educa√ß√£o F√≠sica √© apoderar-se dessas t√©cnicas e ferramentas, estudar tudo o que precisa e come√ßar a prescrever exerc√≠cios, escolhendo as melhores atividades para as situa√ß√Ķes que encontrar na vida profissional.

Em quem você confiaria a prescrição de sua atividade física? Ao ex-atleta que largou a escola para ser jogador e não terminou o Ensino fundamental? Ao médico que nunca abriu um livro de aprendizagem motora ou de pedagogia do movimento?

Espero que, ap√≥s ler este texto, o leitor reconhe√ßa a import√Ęncia desse profissional na sociedade, assim como da sua boa forma√ß√£o acad√™mica.

E, para quem quiser se aprofundar:

http://www.eef.ufmg.br/gedam/apresentacao/apresentacao11.pdf

http://www.psicomotricialves.com/UCB/conteudo_ucb_AM.pdf

Minha escolha pelo Dolphin Mobile

fevereiro 17th, 2012 | 0 comments

Testei vários navegadores para dispositivos móveis, tanto em tablets quanto em celulares. Escolhi como meu preferido o Dolphin. Uns são péssimos e não os incluí na lista abaixo. Em todos, há prós e contras:

  • Firefox: Me pareceu completamente imaturo, uma adapta√ß√£o apressada do desktop para m√≥vel. Irrita o usu√°rio e tem pouca praticidade. Por√©m, foi o √ļnico que rodou o WebGL.
  • UCWeb: Eu o testei no Symbian e fiquei satisfeito com ele. √Č bastante leve e pr√°tico.
  • Opera: Se destaca pela beleza e pela p√°gina inicial com links pr√°ticos, com miniaturas charmosas, um menu bonito… Mas √© pesado! √Č minha segunda op√ß√£o para conex√Ķes wi-fi, mas √© meu preferido quando usando 3G com limite de tr√°fego (na vers√£o Opera Mini, ou com o modo turbo ativado).

Por√©m, nenhum navegador superou o Dolphin.¬†Ele tem a praticidade das gestures, que d√° a preciosa op√ß√£o de “avan√ßar” (os dispositivos costumam oferecer apenas a op√ß√£o “retornar”), mas tamb√©m rolar tudo para cima ou para baixo, √ļteis em blogs extensos, ou para mudar a visualiza√ß√£o de mobile para normal, no rodap√©.

Além disso, o Dolphin:

  • √Č um navegador leve
  • Tem uma p√°gina inicial com links pr√°ticos
  • √Č f√°cil de se configurar
  • Tem um menu de favoritos util√≠ssimo, escondido na lateral esquerda
  • Visualiza v√≠deo embutido na p√°gina (n√£o precisa de aplicativos externos para abrir v√≠deos do youtube, por exemplo).

O Dolphin n√£o roda WebGL e trava algumas vezes, mas n√£o o suficiente para o tirar do topo deste podium. Eu o recomendo!

Navegabilidade da Loja Virtual Vivo

fevereiro 17th, 2012 | 0 comments

Acho impressionante ver uma operadora do tamanho da Vivo ter um portal t√£o direcionado ao Internet Explorer.

Lan√ßo aqui um desafio: abra a p√°gina da Loja Virtual Vivo, clique em “Loja Virtual” e tente fazer uma busca ou clicar nas op√ß√Ķes do menu. Conte seus resultados.

Tentei navegar na Loja com o Chrome e com o Firefox: n√£o consegui. Por curiosidade, abri a p√°gina num tablet Android com o Dolphin, com o Opera… Nada!

Deixei minha suspeita para √ļltimo. Abri com o Internet Explorer e, como por m√°gica, consegui navegar plenamente, clicar para fazer buscas, abrir as listas de produtos, etc.

Como podem limitar o uso da Loja Virtual aos desktops Windows? Ignoram assim os dispositivos m√≥veis… Ser√° que funciona em Macs e iPhones?

Estou realmente impressionado.

Futebol e ENEM

fevereiro 17th, 2012 | 0 comments

Seria interessante que todo atleta s√≥ pudesse tornar-se profissional ap√≥s terminar o Ensino M√©dio. √Č uma medida educativa para toda a sociedade, pois teremos garantias de que:

  • Todo atleta, com sal√°rio alto ou baixo, tem o Ensino M√©dio completo;
  • Nenhum atleta ganha dinheiro no esporte profissional, abandonando os estudos;
  • Todo clube ir√° se preocupar com os estudos dos seus atletas.

Mas vou além disso.

Proponho exigir qualidade nesse Ensino M√©dio, caso se prefira “comprar” diplomas. Uma das possibilidades √© exigir uma qualifica√ß√£o m√≠nima via ENEM, para medir a aprendizagem.

Funcionaria?

Miséria da Educação Física

fevereiro 7th, 2012 | 0 comments

Em conversa hoje, com uma colega de escola:

Na minha escola, professores como os de Educa√ß√£o F√≠sica, n√≥s usamos como coringas, na hora de montar os hor√°rios. √Č mais f√°cil mexer com eles, troc√°-los de turma… Na escola onde trabalho, os professores s√≥ d√£o futebol e queimado. Ent√£o, n√£o importa se eles d√£o aula para o sexto ou para o nono ano.

Este é o fundo do poço!

Programação para crianças

fevereiro 7th, 2012 | 0 comments

Gostaria de abrir um curso introdutório de programação na escola onde trabalho. Os alunos terão entre 11 e 17 anos.

A pergunta é: Qual linguagem de programação utilizar?

Alguns pontos s√£o importantes e devem ser considerados, nesta ordem de prioridade:

  1. Código simples, prático, visualmente agradável, com aspecto amigável;
  2. Orienta√ß√£o a objetos: abstra√ß√£o, polimorfismo, heran√ßa…;
  3. Boa popularidade;
  4. Semelhança com Java.

Escolher uma boa linguagem para crianças dá um bom debate. E eu estarei nisso, nas próximas duas semanas.

Ah, sim… E quanto ao Java?

fevereiro 4th, 2012 | 0 comments

Por que não uso Java (que eu já conheço bem)? Por que aquilo que a torna uma linguagem cheia de recursos e altamente customizável, é exatamente o que também a torna difícil de se programar.

Por que n√£o uso Groovy? √Č a linguagem que mais elegantemente pode substituir Java, otimizar seu c√≥digo, etc… Mas n√£o consigo achar bons tutoriais, livros,¬†e a p√°gina oficial n√£o ajuda. Por ter tipagem din√Ęmica, √© poss√≠vel que perca ainda alguma velocidade.

Como alternativa, achei uma linguagem chamada Scala.

A p√°gina inicial de seu Scala IDE for Eclipse encanta com bons v√≠deos introdut√≥rios… Sua sintaxe lembra menos o Java que o Groovy, por√©m decidi investir meus estudos nela, para utilizar o potencial Java, com menos linhas de c√≥digo e maior simplicidade.

Assim, por enquanto: falou-se em Java, falou-se Scala.

Python: meu sonho acabou (e bem cedo)!

fevereiro 4th, 2012 | 0 comments

Pois… Desisti do Python! √Č uma √≥tima linguagem, mas lenta e pouco compat√≠vel com o OpenGL¬†(meu alvo atual).

Depois de estudar sobre SDL, SWIG, Pyrex, CPython, Cython, as ctypes, e at√© a √≥tima Pygame, compreendi que Python n√£o tem boas chances de explorar ao m√°ximo o OpenGL, em situa√ß√Ķes extremas, como eu pretendo.

Tamb√©m √© impressionante como, passados dois anos de Python 3, usu√°rios e produtores de extens√Ķes ainda relutam em abandonar o Python 2. Dos m√≥dulos OpenGL que conheci, apenas Pygame tornou-se compat√≠vel com as vers√Ķes 3 do Python.

A sa√≠da? Estudar algo que tenha boas rela√ß√Ķes com C/C++, as linguagens nativas do OpenGL.

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